Lançado em 1988, Akira se passa em uma Neo-Tóquio distópica que se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de 2020. Em meio a luzes de néon, motocicletas em alta velocidade e explosões de violência, a cidade serve de palco para uma narrativa que entrelaça tensões políticas, experimentos científicos, traumas históricos e transformações sociais. Com personagens memoráveis e uma atmosfera única, o filme permanece tão impactante hoje quanto foi em sua estreia.
Inspirado no mangá homônimo de Katsuhiro Otomo, Akira foi o primeiro anime japonês a chegar aos cinemas brasileiros, em uma época em que animações ainda eram amplamente associadas ao público infantil. O longa revolucionou técnicas de animação, consolidou a estética cyberpunk e abriu caminho para a expansão da cultura pop japonesa, tornando-se uma referência incontornável para gerações de artistas, cineastas e criadores.
Michelle Le Blanc e Colin Odell compartilham uma longa trajetória dedicada ao cinema. Críticos e pesquisadores, os dois se conheceram na universidade e, desde então, assinam livros e ensaios sobre alguns dos nomes mais importantes da sétima arte. Entre seus trabalhos de maior destaque estão estudos sobre a filmografia de David Lynch e sobre o Studio Ghibli, obras que se tornaram referências para leitores e cinéfilos.